sábado, 7 de novembro de 2009

Apoie você também!



Esta campanha é de extrema importância e não há mais tempo para pensar, é hora de ação, tudo ou nada!

Se você se importa com o meio ambiente e com o futuro da nossa sociedade, Faça sua ação!

"Para nós, para a cidade, para o planeta e para o futuro".

Acesse o site e cadastre-se:
www.sacoeumsaco.com.br

Saiba mais:



Eu apoio!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Um dia perfeito!


(no lombo do caminhão...hehehe)

Africa

Mantenho-me acordado!

Enquanto muitos ao meu redor tentam me fazer cair profundamente em um estado de contentamento surreal, eu me mantenho acordado! Vejo os erros e agora me movimento!

É hora de ação, meu período de análises já me cansa a alma e me sinto pronto para contra atacar, com a mais branca das armas, ou seja, soluções!

Meu movimento é discreto na África, mas pode ser potente. A discrição é essencial por aqui, algumas pessoas são despreparadas para mudanças e a cultura local às vezes cria barreiras que podem quebrar qualquer bom processo. Por isto, discrição e ação!

Os vilarejos que são cobertos pelo programa TCE ao qual faço parte, situam-se na região de Caprivi que poderíamos dizer que é um “estado” da Namíbia, o mais longínquo quando comparado aos outros. Caprivi é uma divisão muito grande e por isto em alguns momentos torna-se impossível visitar algumas vilas, pois às vezes são necessários três dias para que eu possa ir, trabalhar por um dia e voltar. Isto é muito complicado!

Porém, sempre procuro novos desafios, descobri que consigo acelerar o meu processo de desenvolvimento pessoal quando consigo obter o sucesso em grandes desafios. Por isto estou começando a analisar localidades onde as pessoas nunca vão visitar os oficiais que trabalham por lá, o que gera falta de controle, menos produtividade e desmotivação em alguns casos por parte dos oficiais de campo. Esta análise tem por objetivo, concluir a visita, trazendo de volta o controle sobre certas áreas e ajudando os oficiais a desenvolverem melhor seus campos.

Já venho pensando nisto há mais ou menos duas semanas quando assumi o desafio de chegar a um lugar que todos acreditam ser quase impossível de chegar pela manhã, pois não há transporte, porém, naquele dia acordei inspirado e decidi que simplesmente chegaria lá, e cheguei! Após três caronas na beira da estrada, tendo assim a oportunidade de ter um dia muito produtivo e inédito. A oficial de campo me recebeu expressando muita alegria por eu ter conseguido visitá-la e conseguimos trabalhar muito bem. Foi o bastante para eu decidir que não haveria barreiras em meus caminhos, vou onde tiver que ir e chegarei!

Na última semana assumi um desafio ainda maior, ir a um lugar aonde realmente ninguém nunca vai, mas aonde as 9:20 da manhã, após três caronas, eu realmente cheguei! Foi muito impressionante o quão longe era, mas o mais impressionante foram as pessoas especiais que me deram carona, a primeira pessoa foi o Bob, nascido no Zâmbia, tinha acabado de cruzar a fronteira e passava por Katima no caminho para Oshakati com seu Jeep luxuoso. Parou no posto de gasolina e simplesmente respondeu que claro que me ajudaria, após eu pedir a carona. Ele passaria próximo de uma saída que dava acesso a outra estrada e que significava um quarto do caminho para mim. No caminho, conversamos, contei a ele o que fazia e ele me contou que tocava em concertos que apóiam o controle do HIV, achei muito sensacional aquilo, o cara realmente era gente boa, e o mais engraçado, o inglês dele era muito americano, tanto que tive que perguntar a ele se ele era realmente do Zâmbia, ele respondeu que sim, interessante.

Bom, após o Bob me contar que na copa do mundo com certeza ele vestirá uma camiseta do Brasil como ele fez na última copa, ele me deixou no local da minha próxima carona e perguntei à ele se podia ajudá-lo com algum dinheiro, pois aqui não existe carona “ free”, ele apenas me respondeu que eu já faço demais pelo mundo e que ele estava agradecido. Foi realmente bom ouvir aquilo, meu dia realmente começou bem e a próxima carona não demorou a chegar, acredito porque eu realmente estava esperando um dia positivo.

A força do pensamento e o acreditar, realmente podem tornar tudo possível!

A minha próxima carona foi na traseira de uma pick-up que quando se engatava a segunda marcha quase parava, pois por algum problema de vela ou seja la o que era, engasgava muito e quase explodia... Rsrs. O motorista era um senhor muito humilde que levava ao seu lado um rapaz que parecia trabalhar com ele. Ele aceitou me deixar em seu caminho que seria metade do caminho para mim. Fizemos uma parada rápida em uma vila no caminho para que ele pegasse alguma ferramenta que precisava e minutos mais tarde deixou-me na junção com a próxima estrada e não aceitou o dinheiro que lhe ofereci pela carona, fez questão de recusar, o que me fez aumentar e muito a minha alegria, não porque salvei alguns trocados, mas porque apreciei muito a humildade daquele senhor e a boa vontade de ajudar que estava escrita em sua testa, foi muito bom!

Pude ver a pick-up indo embora, olhei para os lados, para frente e para trás e descobri que estava realmente no meio do nada, nada via. Mas nem me preocupei, achei uma sombra e uma pedra, sentei-me e esperei o próximo movimento de pneus sobre a areia que escurecia a vista ao ser jogada ao vento.

Logo vi um jeep de uma empresa de segurança vindo e não perdi tempo em acenar muito para que eles parassem. Disse que precisava ir para Muketela e o motorista me adiantou que poderia deixar-me la, mas que era muito longe e ele teria que cobrar algum dinheiro, não me importei, apenas chorei o valor e contei-lhe que era voluntário por isto pedia carona. Ele abaixou o valor que já era muito abaixo do que eu esperava pagar e lá fomos nós. No caminho o motorista demonstrou admiração pelo meu trabalho e se disse agradecido pela minha presença no país, pedindo para que eu ficasse mais tempo, pois ele realmente acredita que é importante o trabalho de pessoas de fora, foi um papo muito interessante e mais uma boa experiência!

Saltei do carro exatamente no destino que pretendia, foi perfeito. Escola de primeiro grau de Muketela, onde Simuel (oficial) me disse que seria o melhor lugar para nos encontrar.


(Simuel e eu)

Quando entrei na escola, logo vi todas as crianças do lado de fora e vi Simuel no meio delas. Percebi que seria realmente um dia interessante.

Simuel tinha preparado uma aula sobre HIV/AIDS para as crianças e eu cheguei exatamente na hora de começar a aula.

Noventa e quatro crianças sentadas embaixo das árvores, organizadas por tamanho e com os olhos enormes ao me verem. Me olhavam tanto, que por um momento pensei que atrapalharia a aula estando ali, pois a atenção das crianças estavam voltadas para mim de uma maneira fixa, quando os olhares dispersavam eu não podia cruzar a perna que todos olhavam de volta para mim. Foi uma situação muito prazerosa e ao mesmo tempo um pouco desconfortável, mas mesmo assim muito boa! Rsrs.

Simuel apresentou-se, me apresentou e fez a introdução do tema. Tudo na língua local, mas eu podia captar algumas palavras e gestos e ao mesmo tempo ele me traduzia algumas partes.

Ele deu a aula, todos participaram e pareceram interessados no tema, mesmo os mais novinhos. Ao final, Simuel me perguntou se faltava algo a falar, como ele deu a aula na língua local, apenas confirmei o que tinha entendido da aula e depois acrescentei algo sobre a transmissão do vírus via sangue. Fizemos a brincadeira "dança das cadeiras com as crianças" e todos se divertiram muito, mesmo sendo apenas uma simples brincadeira. O mais interessante é que o Simuel aprendeu a brincadeira em um treinamento que demos aos oficias e agora ele aplica isto no campo e de uma maneira muito eficaz, é bom ver o resultado de algo que você acredita.

Ao final de tudo na escola, tirei uma foto com todos os presentes e tive que organizar uma “big” fila para que as crianças pudessem uma por vez olhar a foto na câmera. Rsrs.



Após todo o trabalho, como eu estava distante, tinha que voltar um pouco mais cedo do que o normal para casa e fui para a beira da estrada. Simuel esteve lá comigo até que eu conseguisse a carona e conversamos muito, ele me disse que gostaria muito de me levar na sua casa para conhecer a sua família e me conceder um almoço, mas que sua casa era muito longe dali e eu não conseguiria voltar, me pediu desculpas pela falta de cordialidade. Eu apenas disse a ele que realmente não estava ali para isto e que ele não se preocupasse com comida, pois tinha uma bolacha na mochila... Rsrs.

Pude realmente ver a vontade dele em me receber. Conversamos mais um pouco e ele me disse algo que me surpreendeu, disse que ele já pode sentir que quando eu for embora, todos sentirão muito minha falta, pois eu sou diferente dos outros! Isto me deixou muito emocionado e comecei a pensar sobre a falta que esta África fará para mim também...

Um dia completo!

São oportunidades, situações e emoções como estas que me empurram para frente cada dia com mais força, possibilitando que eu acorde todos os dias cedo, tome um banho gelado cada dia mais refrescante, tome um copo de leite puro cada dia mais gostoso e deixe a minha casa a caminho de um mundo melhor!

Desejo a satisfação que sinto agora a todos vocês!

Abraços enormes.

Felipe Gomes.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Encontro de voluntários - Parte 2


(Os três mané! hehehe)

...

Na primeira noite em Oshakati, aproveitamos para trocar muitas idéias e conversar muito sobre diversas situações que ocorriam em cada canto do país, cada um jogando suas experiências e realidades na mesa para que os outros voluntários pudessem ter conhecimento também.

Após longos papos, algumas pizzas compradas pela Rachael (responsável pelo encontro) todos fomos dormir. Tínhamos três quartos, porém, devido ao calor, metade do pessoal dormiu pela sala! Mas foi muito bom, fresco!

Acordamos todos antes da 7:30 da manhã, pois como combinado a reunião começaria as 8 da manhã na própria casa.

Estava presente, além de nós, a Rachael coordenando, Alfred que é coordenador geral do projeto na Namíbia, Victória que esta assumindo a responsabilidade de cuidar de todos os interesses dos voluntários na Namíbia e Damiana que é Comandante de uma das divisões do país.

Todos os voluntários tinham recebido em suas divisões um questionário com perguntas sobre a situação do projeto, que deveriam ser respondidas e enviadas aos responsáveis para serem discutidas no meeting.

Como expliquei anteriormente, nós de Katima mal sabíamos sobre o encontro, muito menos recebemos o questionário em nossa divisão. Quando descobri, resolvi que responderia o questionário na hora, assim poderia falar melhor sobre o que tenho visto por aqui, melhor do que lendo algo pronto.

Iniciamos a discussão das respostas, as perguntas eram baseadas no cotidiano, acomodação, relação com líderes, desenvolvimento do projeto, ferramentas, perspectivas, problemas atuais, comentários e sugestões.

As respostas em geral foram muito detalhadas e explícitas, clareando muito bem a situação para voluntários de outras divisões e para os outros presentes. Pudemos conhecer um pouco mais da vida de cada voluntário e sobre o andamento do projeto em lugares diferentes. Criando assim novas perspectivas, trazendo soluções e novas possibilidades. Interessantíssimo!

Em minha vez, “abestalhei” a falar e não parava mais... Hahaha. Comecei explicando o porquê responderia as questões na hora e porque não tinha enviado as respostas anteriormente. Falei um pouco sobre minha divisão e expliquei minha atual função dentro do projeto. Depois falei um pouco sobre as minhas perspectivas e também decepções, deixei claro que quando vim para cá tinha uma noção diferente de desenvolvimento e que quando cheguei deparei com algo muito mais lento e que esta lentidão é por conta de algumas pessoas que acomodadas estão. É claro que eu não podia falar muito sobre problemas ainda, pois não tive tanto tempo para que pudesse realmente qualificar os principais problemas, mas é claro pude falar sobre o que tenho visto e ao mesmo tempo aproveitei para apresentar as soluções viáveis que eu já planejo.



Fiquei feliz, pois minhas soluções foram muito bem aceitas e ao mesmo tempo o fato de ter levado-as já me diferenciou de pessoas que apenas levaram problemas.

Aproveitei também para falar um pouco sobre como tenho andado motivado e fui questionado de como estes problemas não afetam minha motivação. Como de fato não afetam mesmo, pois estou muito motivado desde que cheguei aqui e como já disse anteriormente, fico feliz de ver problemas e novos desafios, pois isto para mim significa a oportunidade de criar novas soluções, pude explicar exatamente o que continua me empurrando sempre para frente e me trazendo força para mudanças!

Neste momento comecei a falar até demais...rsrs...porque realmente senti que as minhas palavras estavam acrescentando algo a todos ali e que eles realmente estavam muito dispostos à ouvir, por isto prossegui no assunto motivação e ao final todos estavam realmente atentos a tudo que eu disse, adorei, foi um ótimo momento e fiquei muito feliz quando Tim (Chinês) repetiu algumas das minhas palavras e disse a todos que elas deveriam ser consideradas uma lição, pois eu era um exemplo naquela sala.

Eu realmente fiquei muito satisfeito e muito mais motivado ao ouvir aquilo!

Enfim, em meu relatório expressei tudo que pude perceber até este momento, contei experiências, dei exemplos, falei dos meus desafios aqui, das minhas idéias e tudo que tive vontade. Foi ótimo.

Em continuidade ao encontro, muitas questões importantíssimas foram discutidas, sérios problemas foram trazidos à tona juntamente com o pedido de soluções. Questões como acomodação, cuidados com os voluntários, desde que chegamos no país até deixarmos, apoio da organização à idéias ou projetos paralelos ou pessoais, disponibilização de dinheiro suficiente para o perfeito andamento do projeto, administração de dinheiro nas divisões, confiabilidade de resultados entre outros importantes assuntos.

Foi muito especial, tudo foi discutido, alguns problemas solucionados na hora e algumas promessas de solucionar o resto o mais rápido possível, ganhamos uma nova pessoal, responsável apenas pelos nossos interesses no país e também foi criada uma linha de comunicação direta com os grandes líderes no país, onde pela primeira vez teremos a oportunidade de relatar mensalmente os problemas, as soluções e tudo sobre o andamento do projeto. Um bom exemplo de problema solucionado foi o caso da Eunjung (Koreana que faz parte do meu time da California) o projeto dela estava parado na divisão onde ela estava e havia a promessa de mudança de divisão, porém, ninguém sabia para aonde ela iria até aquele momento, havia algumas idéias, mas nada concreto. Quando ela contou a situação o Alfred fez uma ligação na mesma hora e foi decidido que ela viria morar na minha casa para desenvolver o projeto dela na minha divisão. Foi incrível ver como as coisas podem ser resolvidas rapidamente quando há interesse por parte dos responsáveis e foi uma noticia muito boa também, pois começaria a viver sozinho em Katima, pois os outros voluntários aqui de casa já deixaram o país, mas agora tenho a presença de uma pessoa já conhecida e que também ficou muito feliz de vir pra cá, aliás foi até engraçado como a Eunjung ficou feliz pela novidade, foi muito bacana!

Com todas estas surpresas e ocasiões , nós encerramos o que foi o primeiro encontro de todos os voluntários da Namíbia com a promessa do próximo em 3 meses, sujeito a alteração..rs.


(Todos os voluntários de carona..uhuuu!!!)

O plano era no mesmo dia partir para Mberela, uma hora de Oshakati, cidade onde estávamos, para fazer um Churras todos juntos antes da partida de volta, porém, primeiro demos uma passadinha no hospital para retirar o Marcão do conforto total que já durava quase 3 dias! Rsrs. Direto do hospital com todos na trazeira da pick up da Rachael partimos para Mberela para começar o 2º encontro de voluntários, mas em outro estilo! Hahaha. Foi tudo muito show!

Muito obrigado pela atenção!!!

Abraços!

Felipe Gomes.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Encontro de voluntários da Namíbia!


(Voluntários Namibia 2009)

Encontro de voluntários da Namíbia.

Na sexta feira, 16 de outubro, eu e Lajos (Voluntário Húngaro que vive na minha casa) fomos a estação de ônibus de Katima, mais ou menos as 10 da manhã procurando por uma Van para Rundu, 500 km de Katima, onde dormiríamos para depois continuar a viagem até Oshakati que também fica no norte do país, mas no outro extremo.

Como não havia mais Vans naquele horário tivemos que ir ao posto de gasolina próximo da estrada para iniciarmos a pedir carona, o que as vezes é muito melhor do que ir de Van, pois é mais barato e geralmente é possível conseguir um carro confortável, como foi o caso. Conseguimos carona com uma pick-up muito boa, ar condicionado, conforto, som e tudo mais. Um fato engraçado é que o motorista apenas tinha um CD no carro e no CD tinham três músicas, então ligava o rádio tocava as três musicas e o desligava por 30 ou 60 minutos, acredito que para não enjoar... Rsrs.

A viagem foi muito tranqüila, tirando apenas um fato no meio do caminho, quando paramos em um mercado para comprar algo para comer e quando eu sai do mercado a pick up não estava mais lá, e todas as nossas coisas estavam dentro, exceto meus documentos e dinheiro que estavam comigo, mas as malas e todo o resto. Lajos me disse que o motorista falou que já voltava, tinha apenas que resolver algo próximo dali, mas demorou muito e realmente todos nós nos preocupamos, eu nem tanto, porque eram só roupas, mas o Lajos tinha tudo dentro do carro, laptop, carteira, dinheiro, documento e um outro rapaz também, mas felizmente o motorista voltou e tudo ficou ok, depois de uma comidinha rápida de rabo nele, pelo fato. Porque afinal era carona, mas estávamos pagando de qualquer jeito, pois aqui é assim.

Chegamos a Rundu pela noite, fomos para a casa do meu amigo Marco e Younghak e tivemos uma noite divertida, cheia de experiências para contar um ao outro.

Eu, Lajos, Marco e Younghak, partiríamos pela manhã seguinte em torno de 8 horas.

Fui o último a acordar, tomei um banho e fiquei pronto, mas tivemos que aguardar o Marcão ir até o escritório, pois na verdade ele não estava muito bem no dia anterior e decidiu ir conosco de última hora, por isto teve que buscar o dinheiro pela manhã.

Na estação de ônibus tivemos a oportunidade de conseguir um carro bom e só para nós, pois um senhor estava indo para Oshakati e todos fomos juntos no carro dele, foi perfeito, muito confortável e o Paulo (dono do carro) era muito gente boa.

Após algumas horas na estrada, o Marcão pediu ao Paulo para parar o carro, ao descer, começou a vomitar muito e nos contou que realmente não estava nada bem. Perguntei quais eram os sintomas, dor de cabeça, diarréia, dor muscular, febre e vomito, ou seja, Malária!

Na hora decidimos que pararíamos na próxima cidade para fazer o teste de malária e tomar as devidas precauções, começamos realmente a ficarmos muito preocupados. Foi nesta hora também que percebemos que o Paulo era realmente uma pessoa muito boa. Ele parecia mais preocupado que nós em alguns momentos e fez tudo que foi possível para nos ajudar sem reclamar de nada, pelo contrário, assumindo toda a responsabilidade da situação.

Chegamos à próxima cidade, Paulo nos levou na farmácia e em uma clinica para fazer o teste, mas era muito caro por ser particular e não fizemos, fomos ao hospital público e conseguimos um bom atendimento e o teste por quase nada, porém, o teste acusou negativo e não foi descoberto o que o Marco tinha. Pegamos alguns remédios de graça no hospital com a receita da médica e decidimos continuar a viagem com o Marcão medicado.

Em mais algumas horas chegamos a Oshakati. Agradecemos muito ao Paulo pelo cuidado e pela ótima viagem que fizemos.

No momento em que chegamos la, foi bacana, pois começamos a ver a oportunidade do reencontro de todos que estavam comigo na Califórnia e que vieram para a Namíbia, o meu time quase completo. Foi muito interessante!

Na estação de ônibus encontramos a Eunjung (do meu time na Califórnia) e uma Alemã chamada Vivien. Pegamos taxis e partimos para o escritório do projeto em Oshakati.

Lá encontramos o Kwangwon e o nosso time se reencontrou na Namíbia, com exceção da Bia que esta em Moçambique. Eu diria que foi muito especial!!!


(February Team)

Fora o meu time, foi o inicio de muitos encontros, éramos 12 voluntários em uma casa alugada pela organização para uma discussão que prometia muito. Uma oportunidade nunca concebida aqui na Namíbia. Senti-me muito bem por fazer parte disto.

...

Felipe Gomes

sábado, 24 de outubro de 2009

I'm Back!



Olá Pessoal!!!!

Quanto tempo hein?

Desculpem-me pela ausência, mas é que as novas experiências não me deixaram nem ao menos checar os meus e-mails nestes últimos cinco dias.

Nestes últimos dias, aproveitei muitas oportunidades e começarei a contá-las agora.

Neste meu primeiro mês na África estou em fase de análise e caça de problemas no projeto, pois não quero ser apenas mais uma pessoa que faz o que dizem que deve ser feito e depois e vai embora sem deixar marcas. Quero mudar o que deve ser mudado e solver os problemas que realmente podem tornar o projeto improdutivo.

Através desta análise pude comprovar que a falta de organização e controle por parte de líderes anda muito falha e andei pensando como organizar isto de uma maneira que os líderes voltem a ter o controle em mãos. Já tenho muitas idéias baseado no conhecimento que já tive em trabalhos anteriores. Gostaria muito que a implantação de novos sistemas de gerenciamento, na verdade os primeiros sistemas, dessem certo por aqui, porque isto é realmente importante para a eficácia do projeto.

Quanto à falta de organização, pude ter certeza absoluta que é realmente o grande problema, quando na quinta feira à noite descobri que teria que viajar para um local a dois dias de Katima na sexta de manhã para um encontro de voluntários no sábado. Mas o ponto chave é que todos os outros voluntários de outras divisões já estavam cientes disto há dias e eu já tinha questionado meus lideres por aqui a respeito e eles não sabiam de nada até quinta à noite. Como Katima é o lugar mais longínquo da Namíbia, ouvi dizer que as pessoas daqui preferem fingir que não sabem de nada nestes casos para economizar dinheiro de passagem com voluntários, o que é algo inaceitável.

Descobri o fato da viagem por telefone, acompanhado por uma promessa de visita em minha casa para acertarmos como funcionaria a viagem e a questão de dinheiro. Mas ninguém apareceu e a noite devido a falta de network nos celulares, fomos obrigados a caminhar até a casa dos líderes do projeto para questionar, um lugar que ninguém tinha ido antes. Quando chegamos por lá, após caminharmos por quase duas horas perdidos... rsrs...pudemos ver porque ninguém nunca convidou voluntários para ir la, a casa era realmente muito nova e com toda a infro- estrutura, foi muito engraçado quando eu e o Lajos chegamos por la e fizemos uma surpresinha no meio da noite... rsrs. Mas esta é a vida dentro da organização em Katima Mulilo. Rsrs.
Mas como reclamar é atraso de vida, apenas perguntamos o que tinha que ser perguntado e após descobrimos que Anna, minha Project Leader não sabia de nada também fomos embora rindo, porque chorar é para os fracos! Rsrs.

Resumindo, na quinta de manhã, acordei cedo, peguei minha mochilinha fui para o escritório resolver a parte da grana e de la ir viajar. Antes de viajar ainda uma nova surpresa veio à tona, avisaram o Lajos que ele teria que ir para o encontro também, mesmo ele deixando o país em poucos dias e tendo que arrumar todas as coisas dele por aqui, então, voltamos em casa, ele arrumou todas as coisas dele para partir definitivamente, pois não faria sentido ter que voltar para Katima. Ou seja, de repente, em uma hora, ele deixou tudo que viveu em Katima para trás e foi embora... foi estranho.

Mas tudo isto nada mais é do que a falta de organização explícita por aqui. Um grande problema!

E isto é muito bom, porque quando há problemas, há ao mesmo tempo a oportunidade de criar novas soluções! E eu gosto muito de encarar as coisas desta maneira!
Melhorias já! Este tem sido meu lema por aqui. Afinal é uma das mais importantes funções que eu tenho. Ajudar a melhorar.

Encontro de todos os voluntários da Namíbia... Próximo capítulo...

Abraço a todos!!!

Felipe Gomes.

domingo, 11 de outubro de 2009

Às vezes


(Candido Portinari - 1995)

Às vezes olho ao meu redor e vejo que o que vivo é alucinante e desconfigurado.

Às vezes fecho os olhos e sinto que vôo por lugares nunca antes visitados, mas que já posso chamar de lar.

Às vezes corro de braços abertos contra o vento e deixo que a brisa maximize minha interna humanidade.

Às vezes penso que sou alguém bom e ao mesmo tempo sempre me dou conta que sou melhor que ninguém.

Às vezes faço simplesmente o que tenho que fazer e não racionalizo meus medos, me torno forte e corajoso por isto.

Às vezes tomo decisões necessárias, outras apressadas e outras avoadas, quando realmente sinto.

Às vezes olho nos olhos fundos e negros de uma criança, outras vezes não consigo e apenas sorrio.

Às vezes minto para mim mesmo, brincando de não sofrer, mas aprendi que dos nossos sentimentos não há fuga.

Às vezes vou às praias da Califórnia, tomo um café no Brasil e um banho gelado na África, depois sento e me questiono, qual foi o melhor? Não sei, são todos tão especiais!

Às vezes dou rasantes em minha vida apenas para ver como vai o todo.

Às vezes vou a fundo ao que realmente quero, mas acabei me esquecendo do que não quero.

Às vezes quero, outras não.

Às vezes aprendo, outras ensino.

Às vezes amo, mas nunca odeio!

Às vezes rio e depois, quando paro, recomeço novamente.

Às vezes canto, mas descobri na África o que é o realmente cantar.

Às vezes ando na areia de chinelos, outras vezes de tênis, mas sempre na areia, onde me sinto a vontade.

Às vezes paro, e por instantes penso no que tenho que fazer, e faço.

Às vezes faço, penso no que tinha que ser feito e paro.

Às vezes quero respostas, mas me contento com um sorriso.

Às vezes faço o correto e na outras vezes erro o menos que posso.

Às vezes tento dar sentido a minha vida e saber o que realmente estou fazendo.

E sempre tenho uma única resposta para tudo
Da melhor maneira que posso, estou vivendo!
Às vezes respondo vivendo, depende do lugar digo “living”.

Felipe Gomes.

sábado, 10 de outubro de 2009

Embriaguez



"É preciso estar sempre embriagado. Eis aí tudo: é a única questão.
Para não sentirdes o horrível fardo do tempo que rompe os vossos ombros e vos inclina para o chão, é preciso embriagar-vos sem perdão.
Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa maneira. Mas embriagai-vos.
E se, alguma vez, nos degraus de um palácio, sobre a grama verde de um precipício, na solidão morna do vosso quarto, vós acordardes, a embriaguez já diminuída ou desaparecida, perguntai ao vento, à onda, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que foge, a tudo que geme, a tudo que anda, a tudo que canta, a tudo que fala, perguntai que horas são; e o vento, a onda, a estrela, o pássaro, o relógio, responder-vos-ão: 'É hora de embriagar-vos! Para não serdes os escravos martirizados do tempo, embriagai-vos: embriagai-vos sem cessar! De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa maneira."

Charles Baudelaire

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Pé de Cana! rs


(Meu pé de cana)

Olá meus amigos!

Mais uma vez faço-me presente por meio de palavras, neste livro aberto que intitulo minha vida!

Nesta semana estive andando e andando e andando por ai...às vezes vôo também, mas esta é a parte poética da minha vida e que ficará para mais tarde...rs.

Visitei diversos bairros de Katima Mulilo, juntamente com os oficiais de campo, aconselhando famílias, incluindo novos participantes ao nosso programa e espalhando a informação que é o ponto principal das nossas caminhadas.

As últimas visitas me renderam boas discussões, novidades, reflexões e principalmente permitiram-me conhecer melhor o perfil destas pessoas que ao meu redor vivem.

Me ajudaram, inclusive, a conquistar novos desafios por aqui. Posso exemplificar um deles. Parte da minha função aqui é o incentivo ao uso de preservativos, então, sempre ensinamos como usar e informamos o porque é importante. Mas descobri que as pessoas agora não estão mais querendo usar preservativos, porque alguém descobriu que se você colocá-los dentro de um copo de água quente e deixar no sol durante o dia, você poderá ver claramente as bactérias que se soltam do preservativo, ou seja, a camisinha pode infectar você, concluíram eles. É incrível como alguém tem tempo suficiente para ficar fazendo este tipo de experiência e esta mesma pessoa consegue espalhar uma informação como esta sobre as bactérias que nada mais é do que o lubrificante que se solta da camisinha na água.

Pois é, este é um dos exemplos, mas é muito interessante este tipo de pensamento, porque me proporciona boas discussões e a oportunidade de testar os meus conhecimentos cada vez mais.

Estive pensando em muitas coisas que eu posso fazer para o desenvolvimento da comunidade e uma delas que tinha discutido com meu amigo Marco, é a plantação de cana de açúcar.

A cana pode crescer em qualquer tipo de solo, rapidamente e de maneira fácil. A questão era: eu não tinha encontrado pé de cana aqui em Katima para que eu pudesse comprar um pedaço para iniciar a plantar, porém, em uma visita esta semana a uma família, vi uma das mulheres da casa chupando cana no meio da visita. Ao terminarmos o assunto com eles, não pude me conter e perguntei a ela, onde ela tinha conseguido a cana, ela me arrastou ao quintal e me mostrou um pé novinho de Cana de açúcar, fiquei realizado, pois finalmente encontrei!

Perguntei a ela se eu poderia conseguir um pedaço para plantar, a dona da casa veio e arrancou uma cana inteira e me deu, sem cobrar nada, fiquei feliz demais. Prometi a ela que quando a cana crescer eu levarei uma Cana bem grande de presente a elas para retribuir a boa ação. Elas ficaram alegres em ver minha alegria, foi muito bom!
Quando sai de la, não via a hora de chegar em casa e plantar o meu pezinho de Cana!!!
Foi a primeira coisa que fiz. Assim que cheguei corri para dentro de casa peguei a pá e fui ao jardim cavar.

Agora tenho uma nova ocupação diária. Regar a Cana e cuidar para que cresça o mais rápido possível, pois já estou fazendo alguns bons planos para a comunidade com isto.
Estou sonhando com o dia que verei pessoas da comunidade vendendo rapadura feita das canas dos seus próprios quintais. Algo totalmente novo, imagine que legal! Acredito que não será difícil.

Bom, por enquanto continuo andando por aí, fazendo o que deve ser feito, enquanto controlo a ansiedade de ver o primeiro pezinho surgindo no meu jardim. Rsrs.
Só espero que eu não seja o culpado por campos de Bóia Frias nos próximos anos por aqui...rsrs.

Bom é isto pessoal, mais uma vez obrigado!

Felipe Gomes.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Pessoas especiais (special people)




Andei pensando como é impressionante o número de pessoas especiais que passam pelas nossas vidas. E o número de pessoas que nada acrescentam as nossas vidas também.
Nesta semana tivemos a visita de uma voluntária Húngara que desenvolve o projeto na região de Oshakati já há cinco meses. Ela passou a semana inteira conosco, em um período que chamamos de investigação. A idéia dela foi conhecer a nossa região, estudar como o projeto esta sendo desenvolvido por aqui e ao mesmo tempo pesquisar sobre outras organizações e suas ações na região.


(Katya indo embora de carona)

Seu nome é Katya e tivemos a oportunidade logo nos primeiros dias de trocar muitas informações e discutir diversas idéias que venho pensando ao decorrer dos dias. Ela pareceu mais empolgada que eu quanto às idéias e me disse que nesta semana aqui gostaria de andar comigo pela comunidade para que começar a dar forma as minhas idéias, pois seria um grande prazer a ela me ajudar a manter esta motivação e esta vontade de fazer as coisas que neste momento realmente expresso. Digo “neste momento”, mas pretendo ter forças para correr atrás do que for necessário para ajudar, até o meu último dia na África. E farei o possível.

A Katya realmente foi importante no decorrer da semana e no domingo quando ela partiu de volta a divisão dela percebi quanta motivação pude captar com a sua presença. Fico feliz porque foi especial.

Refletindo sobre esta experiência, comecei a perceber que algumas pessoas passam pelas nossas vidas e sem importar o tempo que elas permaneçam presentes, sempre deixam algo de importante para ser levado a frente e utilizado.
Às vezes uma ação, uma conversa, uma palavra ou mesmo um gesto, podem nos trazer um novo conhecimento ou uma nova percepção sobre as coisas.

Há minutos atrás, eu estava lendo o livro, “O Caçador de Pipas”, e refletindo sobre a história deste livro que é uma lição de vida e que em cada página você pode identificar ações e comportamentos que sendo bons ou dos piores, sempre haverá uma lição para tirar e algo novo para refletir e em alguns casos mudar em seu próprio comportamento, se você ainda não leu este livro, não perca a oportunidade quando possível. Eu tive o privilégio de ganha-lo assim que deixei o Brasil iniciando esta minha nova vida, de uma pessoa que foi e sempre será muito especial na minha vida, minha amiga Rady. Ela, que me demonstrou o verdadeiro significado de muitas palavras e que mesmo depois da minha partida, agora lendo este livro que não tive a oportunidade antes, vejo que ela continua me ensinando.

Tenho muitos outros exemplos que carrego comigo, acabei de ler um outro livro bárbaro também que se chama “O vendedor de passados” de José Eduardo Agualusa, que realmente me trouxe muitas reflexões e flutuantes palavras que pesam no peito quando sugadas de nobres páginas beges de papel.

Este livro eu ganhei de meu amigo Régis que mesmo com tantos e tantos imprevistos na vida e coisas para se preocupar, conseguiu me presentear no Brasil, três dias antes de eu vir para a África. Acrescentando em minha vida novas palavras e pensamentos, porque não sentidos!

Andando pela rua em uma tarde ensolarada e seca de Katima Mulilo, um senhor de bicicleta me parou e pediu um minuto para conversar, dei-lhe atenção com certeza e ele começou a se desculpar, pois gostaria muito de ter participado do nosso evento de bicicletas em prol dos órfãos, mas, porém, na hora em que todos partiram com suas bicicletas a dele infelizmente quebrou. Eu realmente me lembrei dele no evento, pronto para fazer parte da mobilização. Mesmo com a sua simples bicicleta, carregando consigo um olhar cansado e demonstrando nos olhos negros toda falta de recursos para viver de uma maneira suficientemente necessária, ele estava lá e feliz por isto.

Naquela tarde ouvi desculpas de um homem que tudo que quis em uma noite de sábado, foi pedalar por órfãos de uma cidade vizinha e naquele momento se sentia culpado por ter uma bicicleta simples que não suportou a necessidade do momento. Posso dizer que foi, lindo, triste, comovente, realístico e principalmente proveitoso aquele momento, até agora não esqueço o rosto deste senhor e as lições que tirei daqueles dois minutos que conversei com ele.

Ganhei outra pessoa especial na minha vida também nos últimos dias que estive caminhando pelos vilarejos, não sei seu nome, sua idade, dele nada sei, mas em um breve momento vi uma ação desta pequena pessoa que também me fez refletir sobre muitas coisas e principalmente sobre qual é o verdadeiro sentimento que um ser humano deve ter pelo outro.

Um menino que eu diria ter no máximo quatro anos, pegando no colo uma bebe que diria ter um ou dois anos, realmente não tenho muita idéia da idade. Este menino viu a pequena irmã começar a chorar, não sei se de fome, cede, ou dores e sem pensar duas vezes correu ao lado dela e a pegou no colo, balançando-a como se fosse o pai da criança e acalmando-a com a técnica de uma mãe profissional. O detalhe mais impressionante é o tamanho destas crianças, eles eram quase do mesmo tamanho e mesmo assim o garotinho se sentiu na obrigação de acalmá-la no colo. Isto realmente foi um capítulo do livro lições da vida que eu decorei. Lindo demais!


(menino com a irmã no colo)

Bom pessoal! Acredito que todos nós temos pessoas especiais em nossas vidas, seja por um segundo ou pela vida inteira, pessoas que podem em um único gesto mudar conceitos, e na maioria dos casos naturalmente, estejam atentos ao seu lado pode haver algo ou alguém para lhe ensinar pequenas coisas que valerão ouro na sua dignidade.

Espero sinceramente fazer parte desta lista na vida de alguns! Rsrs
Muito obrigado mais uma vez a todos!

Um grande abraço from África!

Felipe Gomes.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

African Life!



Hello everyone!

São 6:40pm de terça feira, dia 29 de setembro.

Estou neste exato momento, sentado em minha cama com apenas a luz do notebook no quarto, pois não há eletricidade em casa desde que começou a chover a 30 minutos atrás.

Há algum tempo não chovia e hoje desabou o mundo aqui em Katima Mulilo, com direito a granizo e muito vento, a casa parece que vai cair em nossas cabeças de tanto barulho que faz.

Resolvi relatar como que ao vivo para poder expressar o que exatamente estou sentindo agora.

A palavra principal eu diria que é “espanto”. E espantoso o quanto esta chovendo, e se pensarmos, quase em pleno deserto, antes de começar o derramamento de água tivemos um tempestade de areia fortíssima também, pois o vento esta a mil por aqui!!!

Estou um triste neste momento, porque o que me passa pela cabeça são as pessoas que possivelmente perderão suas casas por aqui, pois algumas casas são feitas de barro por aqui e não suportam chuvas tão fortes. É bem triste, mas tomara que suportem a chuva de hoje.

Mesmo com esta chuva fortíssima, o que posso sentir é que o calor só aumenta e aqui dentro de casa esta impossível, realmente não é fácil de agüentar o calor daqui, tem que pastar muito!!! Rsrs

A melhor parte da história é que assim que cheguei em casa ao fim da tarde, percebi que iria chover, tomei um banho gelado rápido e depois corri pra cozinha esquentar o rango, mesmo sem fome, pois o nosso fogão é elétrico e já sabia que se chovesse não haveria luz! Comi numa boa e poucos minutos depois a luz realmente acabou... mas eu nem me preocupei, pois já estava bem alimentado...rsrs!!!

É realmente uma experiência muito interessante estar aqui e ter que me prevenir a qualquer tipo de imprevisto, pois assim é África, tudo pode acontecer, e eu adoro isto!

Bom, vou ficando por aqui para economizar bateria, foi muito agradável compartilhar este momento com vocês!!!

Um grande abraço e até quando a eletricidade permitir!!! Rsrs

Felipe Gomes.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Bike Day!


Olá pessoal!!!!

Cá estou novamente para preencher os espaços vazios nesta página que da vida fala!

Hoje, estou Feliz, como tenho estado desde que cheguei aqui na África.
Neste último sábado participei de um evento muito gratificante em Katima Mulilo.O nome do evento era Bike Day.O objetivo era mobilizar a comunidade em prol dos órfãos da cidade de Bukalol, que fica a 35 km de Katima e tem o maior índice de órfãos da região.

A idéia foi criada pela Bea, húngara que trabalha no projeto comigo e esta aqui há 5 meses no projeto Child Aid que tem como objetivo trabalhar com crianças e suas famílias. Foi ela também quem mobilizou a comunidade e organizou todo o evento, conseguindo doação para tudo que fosse necessário e lutando contra todo tipo de barreira que surgisse no caminho, eu realmente fiquei orgulhoso de poder ver isto de perto, porque o que ela fez não foi nada fácil e tinha tudo pra dar errado, mas foi um sucesso absoluto. Me sinto muito bem de fazer parte disto, principalmente por poder ver um exemplo como esta de tão perto.

A atividade do evento era fazer com que o máximo de pessoas da comunidade, pedalassem em suas bicicletas os 35km até uma pré-escola em Bukalol para que ao chegar lá participassem do evento para as crianças.Ao mesmo tempo, outra equipe ficaria em Katima em frente ao supermercado, fazendo fundraising (arrecadação) para os projetos de hortas e suporte aos órfãos.

Depois de muita luta, de irmos as ruas caçar pessoas com bicicletas para participarem do projeto, de muita mobilização, às 8 horas da manhã estávamos no ponto de inicio da pedalada, e as pessoas já estavam por lá aguardando o inicio. Quando tudo parecia perfeito, um carro da policia nos informou que ninguém poderia pedalar para lugar nenhum sem os devidos equipamentos, ou no mínimo capacetes para todos. Uma merda. De onde o povo que mal bicicleta tem e quando tem se matam pra poder mantê-las pra poder se locomover com mais facilidade pela cidade, iria tirar capacetes de ciclistas, na hora foi absurdo.

A Bea se desesperou e viu a casa inteira cair sobre a sua cabeça, deu até dó, sentou na guia e sem saber o que fazer começou a chorar. Eu disse pra ela que não desistisse, as coisas dariam certo, pois depois de tudo que ela fez pra que aquele evento funcionasse, ele tinha que funcionar de qualquer jeito.

Em poucos minutos, como um anjo um cara da região chegou de carro, abriu a porta da pick-up e tirou várias caixas de capacetes novíssimos, distribuindo a todos e nos surpreendendo.Ele é um amigo da Bea aqui da região e demonstrou que realmente se importa com a comunidade, pois ele pagou em torno de 140 dólares namibianos em cada capacete, gastou provavelmente mais de 1000 dólares namibianos, o que significa muita grana aqui pra eles. Foi uma ação muito nobre!
Com isto, o evento pode prosseguir perfeitamente, com direito a escolta da policia e tudo.



(minha equipe de field officers no fundraising)

Eu fiquei em katima pela manhã, com a responsabilidade de organizar a equipe que faria a arrecadação, pois afinal, eles eram os officers que trabalham no meu projeto e que foram mobilizados para ajudar neste dia. A arrecadação foi um sucesso, conseguimos mais do que 500 dólares namibianos em meio período de trabalho, foi fantástico.

Este dinheiro servirá para iniciar o projeto de hortas que proverá comida para as crianças órfãs de Bukalol. Fiquei muito contente com o resultado. E com a atitude das pessoas que pude ver. Tanto os que doaram dinheiro, quanto aos que doaram tempo, esforço e amor.

As pessoas chegaram muito bem de bicicleta em Bukalol e o evento lá foi um sucesso também, as crianças fizeram uma linda apresentação de dança a todos, elas comeram bem com a comida fornecida pelo projeto e todos ficaram muito contentes com tudo.
Ao final eu apenas tinha uma frase para a Bea: “You got!” (você conseguiu!).


(crianças preparadas para uma apresentação de dança tipica)

Feliz pelas boas ações do mundo, aqui me vou, deixando espaço para a reflexão!!!

Muito obrigado pela atenção!

Um forte abraço a todos!

Felipe Gomes.




Lar sweet Lar!

(Frente da minha casa)

Ola meus queridos!

Eu gostaria de começar este novo relato agradecendo a todos que tem acompanhado os meus “escrivinhamentos” no blog, tenho recebido comentários de amigos e familiares e isto é muito positivo. Muito obrigado pela força!


Desde que cheguei aqui em Katima Mulilo, há 1 semana atrás, tenho vivido muitas coisas novas e me adaptado a uma vida totalmente diferente de tudo que já vivi, conhecido novos lugares e novas pessoas. E é claro, isto inclui, viver em novos lugares e com novas pessoas.

A casa que moro aqui em Katima é uma casa de porte médio, não é bonita, mas é aconchegante e segura, situa-se em um bairro até que organizado que fica há uns 20 minutos de caminhada do centro da cidade, onde tudo acontece.

A casa tem 3 dormitórios, um banheiro, sala e cozinha. Um quintal bom, com espaço inclusive para plantar algo, cavar um poço, que é algo que já estudei.

Temos eletricidade, às vezes não, assim como água, às vezes não temos também, e quando temos é gelada.


Moro com 3 pessoas, um Namibiano responsável pelo meu projeto, um cara e uma mulher ambos húngaros, divido um quarto com o Húngaro, no outro quarto fica a Bea e no outro o Protazius da Namíbia.

(Minha cama com mosquiteiro)

Temos muitos amigos dentro de casa, Baratas e mosquitos são os principais e que estão sempre presentes.

A presença dos mosquitos é o que incomoda mais, pois onde moro há um certo índice de malária, isto não é muito bom!

Ainda não conheço meus vizinhos, trocamos apenas “Bom dia”, e coisas do tipo, tenho falado mais com as crianças que aqui nos chamam de “Macua” (homem branco) e adoram perguntar se estamos bem e ficar dando Tchau para nós até que suma de vista, eu adoro isto, é interessante ver a atitude delas. As crianças às vezes perdem o caminho de tanto que olham para nós quando passamos, elas vão acompanhando todos os nossos movimentos, com os olhos fixos, elas são muito queridas.
As pessoas ao redor também parecem ser queridas, apenas não pude contacta-los ainda, aqui eles são um tanto que desconfiados do brancos.

Um coisa engraçada que descobri andando por aqui e coversando com as pessoas, é que sou o único brasileiro em toda a região. Isto é muito interessante!
Pude perceber também que eles gostam de brasileiros e tem uma certa vontade de aprender português, até por influência dos angolanos na região. Um senhor, ficou muito surpreso quando descobriu que eu era brasileiro, gritou para mim: "Nós temos um brasileiro na cidade e como eu nunca soube!!!"...rsrs...depois que contei a ele que estou aqui há apenas uma semana. Mas é engraçado este tipo de situação do dia a dia, vou aprendendo mais e mais com estas oportunidades.

Bom, esta é a minha vida caseira na África, logo escreverei com mais detalhes sobre isto, vamos andando!!!

Abraços a todos!!!

domingo, 27 de setembro de 2009

O escrevedor!

(Beethoven - "escrevedor" de belas partituras)

Lendo meus próprios escritos
Me emociono, às vezes choro
Lembro exatamente do que se foi
Sonho exatamente o que vivi naquele momento

Palavras, Deuses para mim
É assim que vivo a minha vida
E é assim que admiro os mais profundos sentimentos
Escrevendo...

Escrevo quando choro
Choro quando escrevo
Leio após o desabafo
Aprendo sobre mim mesmo

Da ponta da caneta as teclas do computador
O que emitem são puros sentimentos
Fecho os olhos e vejo o texto
Quando abro os olhos já transcrevi

Tenho aprendido
Acreditava que minhas palavras
Eram jogadas ao vento
Mas ao ler novamente

Pude compreender
Nada mais são
Do que a minha Alma
Em pura expressão!

Felipe Gomes

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Projeto


Namíbia – Africa

Olá meus amigos!!!

Aqui estou novamente para contar-vos minhas sagas por esta terra de areia branca chamada Namíbia.

Segunda feira dia 21 de setembro eu iniciei a minha participação no projeto.Na verdade seria mais um dia para que eu descansasse da minha longa viagem, mas acordei cedo e estava muito bem, então decidi acompanhar os outros dois voluntários que moram comigo até o escritório já para ver o que estava rolando por lá.

Coloquei o meu chinelinho com a Bandeira do Brasil, enchi uma mochila do que eu precisava e “Pé na areia!”. Após uns 20 minutos ou mais de caminhada na areia fofa chegamos ao escritório. Pude acessar a internet, ter contato com as pessoas que coordenam o projeto e entrar mais no clima.

Logo de cara, participei de uma reunião do conselho do projeto que ocorre toda segunda feira para decidir o que será feito na semana, discutir novas idéias, ver status dos projetos e organizar tudo, então, toda segunda feira eu estarei lá para esta reunião. Provavelmente será o dia em que com certeza eu atualizarei o blog, pois é quando terei acesso à internet.
A reunião foi boa, pude me interar mais sobre o que esta acontecendo neste momento e inclusive como quem cai de pára-quedas, ou quem pega o bonde andando, ou como quem... Ah... Todas estas expressões que conhecemos bem, eu já cheguei dando palpite e conseqüentemente ganhando mais responsabilidades. O problema era que os oficiais de campo (pessoas que vão as casas para conversar com as pessoas e levar as informações de casa em casa) que trabalham conosco, estão um pouco sem tarefas aos sábados, quando eles comparecem ao escritório. Não sabiam o que fazer quanto a isto. Deram a idéia de colocá-los para limpar o galpão do escritório, o que eu achei um absurdo, pois os caras são a nossa linha de frente e temos que cuidar de quem nos representa diretamente, limpar o galpão, em minha opinião, não será o maior dos incentivos a eles, neste momento eu disse que devíamos investir na educação deles, aproveitando o tempo livre para educá-los melhor, trazer conteúdos interessantes e ensinar.

Na hora nada foi decidido.

Mas depois da reunião, o meu coordenador apenas chegou a mim e disse que eu teria que fazer um plano quanto as aulas para os oficiais de campo, ou seja, eu dei a idéia eu que faça acontecer.


Por um lado é bom porque eu realmente desejo que aconteça e farei o possível pra isto.

Minha função aqui é a seguinte, eu sou um instrutor de desenvolvimento e tenho que acompanhar de perto tudo que esta sendo feito no projeto cuidando para que tudo seja feito corretamente e para que o projeto continue funcionando de maneira eficaz.Trazendo soluções para os problemas atuais, conhecimento para quem trabalha em campo e leva a informação as pessoas, acompanhando o trabalho destes, também indo pra campo para que eu possa verificar se alguma informação incorreta esta sendo passada, se a maneira com que eles estão atuando esta correta e principalmente para ver se eles realmente estão trabalhando.

Além disto, trazer novos projetos, conseguir patrocínios, desenvolver eventos e divulgar o programa também faz parte das minhas funções na organização.

Ainda não pude sentir muito o projeto, pois o começo esta um pouco lento o dinheiro atrasou para chegar esta semana e então ficamos um pouco amarrados. Pois para as visitas em campo, muitas vezes temos que pegar taxi para chegar ao destino, pois não há como caminhar até certas vilas. Digo taxi, pois não há meio de transporte por aqui, apenas carros destruídos (porque não há carro que sobreviva nestas estradas) que cobram um preço único para te levar para algum lugar dentro de uma divisão, muitas vezes no meio do caminho outras pessoas entram, mesmo indo para o lado inverso elas vão indo junto e o preço é fixo e por pessoa. Então por esta falta de dinheiro não pudemos andar muito por ai ainda, mas com certeza ainda andarei e muuuiiiiito. Mas não me importo. É o que quero.

Na reunião, descobri que há uma fábrica de Moskito net (mosquiteiros) que nos doa certa quantidade para que nós possamos distribuir para comunidade, contribuindo na prevenção da malária, gostei disto, o problema neste momento é apenas de transporte para a distribuição, mas isto sendo pensado já.Neste exato momento, eu quero ir para campo com os oficiais para começar a conhecer muito bem a comunidade e poder ver quais são os problemas principais. A partir deste conhecimento vou poder ver quais dos projetos que já tenho em mente são aplicáveis. E ai levar à organização, para a discussão da viabilidade destes, e ao mesmo tempo conseguir patrocinadores para isto. Tenho bons projetos na manga, tenho discutido muito com meu amigo Marco (quando possível pela internet) que está em Rundu, onde dormi uma noite antes de vir para cá, alguns bons projetos e como fazê-los, confesso que as idéias estão realmente surgindo e os desafios ganhando forma, isto cada vez me torna mais forte e me deixa totalmente impaciente para que as coisas comecem a acontecer logo.

Um dos projetos que vejo aqui tem a necessidade de cavar e estou tão empolgado que até uma pá eu já achei no mesmo dia que decidi tocar esta idéia. Logo todos saberão do que se trata e verão algumas inovações que estou planejando para algumas coisas, torçam por mim para que eu possa trazer estas minhas idéias à tona e ajudar estas pessoas com algo que de fato possa mudar suas vidas. É o que mais quero neste momento.


Vamos em frente, que....atrás não tem ninguém não rapá...rsrsrs!

É isto galera, logo explicarei mais sobre o projeto e minhas vivências “in Africa”.

Valeu, um grande abraço!


Felipe Gomes.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Going to Katima Mulilo



( o "Onibus" que me trouxe muitas surpresas no caminho)

Going to Katima Mulilo

Às 7 horas da manhã do dia 18 de setembro de 2009, eu levantei, tomei um banho, comi uma fatia de pão com geléia e um copo de leite e fui para a estrada com toda a minha bagagem pegar um táxi para o posto de gasolina (estação de ônibus).

Cheguei ao posto eram 8 e pouco da manhã e descobrimos uma Van que iria partir para Katima. Paguei 190 dólares namibianos (20 dólares e pouco), peguei o banco ao lado do motorista e esperei...esperei... e esperei. Pois aqui uma Van só parte para a viagem quando estiver lotada, não há horário.

Fomos partir, eram 11 e pouco da manhã...
A Van chinesa estava caindo os pedaços, dava pra ver de cara, mas realmente não dá pra escolher muito, até porque as outras geralmente não são diferentes também.Bom, partimos e eu já estava com uma sensação um pouco ruim quanto à viagem, mas tentei não me preocupar.

Após 200 kilometros de viagem o motor da Van ferveu e tivemos que parar. A parada foi em uma área nada desenvolvida, onde havia tribos e vilarejos, achei interessante pra poder chegar mais perto destas pessoas e apreciar melhor o modo de vida deles. O motorista da Van foi pedir água nos vilarejos para colocar no carro, deu uma dorzinha no peito, pois as pessoas não se recusaram em momento algum, mas eu as via passando a caminho de algum rio ou poço que não parecia ser perto, com seus containeres na mão e nós lá usando a água pro motor do carro. Foi bem ruim.

( na estrada com o onibus quebrado)

Bom, o motor ferveu, mas não fundiu mesmo em altíssima temperatura. Abrimos o motor que era embaixo dos nossos bancos na frente. Eu disse ao motorista que provavelmente estava vazando água e a ventoinha não estava funcionando também, mas ele não me ouvia e foi até engraçado apreciar a cena dos 3 Africanos em volta do motor, olhando, olhando e um falava pro outro: “É algo muito fácil de resolver, o problema que não sabemos o que é...”, eu estava me divertindo, os caras não manjavam nada de carro e ficaram discutindo coisas óbvias. Eu já sabia que nós não chegaríamos nem a próxima cidade que era há 15 kilometros dali, porque o motor ainda pegava, mas já estava arregaçado. O cara botou água no motor, disse à ele que ele tinha que ligar o motor para botar água, pois senão travaria o bloco, ele ligou, mas quando eles viram que quando água batia lá dentro fervia e era cuspida para fora novamente, decidiram que isto acontecia porque o carro estava ligado e desligaram...rsrs...eu estava só de canto, cada decisão desta eu guardava na memória para escrever depois...hahaha. Eu estava me divertindo.

O problema mesmo eu já sabia qual era, mas o motorista não se conformava com o motor quente daquele jeito e ficava o tempo todo dizendo: “What’s wrong man? What’s wrong man?” ( o que há de errado) e apavorado. Até que conseguimos andar mais alguns 5 kilometros com o carro e aí o motor fundiu de vez. Paramos e eles insistiam que era só colocar água, que o problema era que não estava cheio de água até a boca...até que um senhor do último banco, trouxe uma idéia inovadora, foi interessante, não funcional, mas interessante. Para ele o problema era radiador sujo, então tinha que fazer o carro funcionar com coca cola ao invés de água. Que limparia tudo...rsrs. Eu só ria de longe e comecei a perceber que se ninguém nos buscasse ali, dormiríamos por ali mesmo.

E era o que parecia que viria a acontecer. Pois ligavam para o dono da Van e ele dizia que estava vindo, mas nunca dizia quanto tempo e nem quando.

Aproveitei para dar uma volta pelas vilas pra ver mais de perto as casas e as pessoas, tirar algumas fotos, porém, fotos mesmo não consegui muitas. Pois percebia que as pessoas estavam com receio de mim e muito, se eu sacasse a câmera ali na frente delas do nada, era capaz deles se sentirem ameaçados.As crianças passavam e não conseguiam parar de me olhar, carregavam água e quase perdiam o caminho de tanto que fixavam os olhos em mim, foi uma experiência interessante.
(rolezinho na vila!)
Enfim, estávamos ali parados ainda, sem expectativas alguma quanto à ajuda. Com o passar das horas, as pessoas foram ficando irritadas e começando a cobrar do motorista soluções que realmente ele não poderia trazer. Mas é engraçado, mesmo nestas horas eles são muito sossegados, sempre sai uma piadinha e as pessoas não conseguem ficar sem rir. Isto é bom. Ajudou bastante.

O medo surgiu nas pessoas também, é engraçado que eu estava sossegado, curtindo tudo, aproveitando para conhecer mais sobre as pessoas e suas ações. E eles começaram a se preocupar com a possibilidade de dormir por ali mesmo, começaram a falar do cair da noite, de leões, de elefantes que destroem carros e de malária, mesmo assim eu ainda estava tranqüilo, mas esperando que se fosse pra dormir ali, que pelo menos rende-se a foto de um belo leão...rsrs.

Bom, quando a noite caiu, todos fomos para dentro da Van e nos trancamos por lá, o cheiro realmente não era bom, aliás, estava ruim demais. Mesmo assim dormir por um tempinho, eu acordei quando uma outra Van chegou para nos socorrer 7 horas depois de tudo começar e nela estava o dono da “bela” frota.
Fomos puxados até a próxima cidade e seguimos viagem com a outra Van, que não era chinesa. Ufa! Mas bem velha também.
Eu estava faminto e com muita cede, mas não havia nada aberto no caminho.

No caminho passamos em uma área que soube que os elefantes atravessam a estrada o tempo todo e que os leões dormem no meio da estrada. Realmente havia muita sinalização quanto aos elefantes e no final das contas acabei vendo um, mas como era à noite, não pude reparar muito, mas foi muito show ter esta oportunidade, depois disto pude dormir mais ou menos. Acordava de tempos em tempos e vi algo que era triste, muitas queimadas, devido ao calor que faz aqui. A noite era clareada pelo fogo na beira da estrada que invadia as florestas. Era bem triste mesmo, havia muitos focos no caminho.

Seguimos viagem até que às 3 horas da manhã, cheguei a Katima Mulilo, liguei para o Protázio meu Project Leader aqui e ele me buscou a pé com outro voluntário da casa, andamos pacas e minhas malas estavam muito pesadas, foi um momento bem ruim mesmo. Mas finalmente em casa!

Cheguei, comi, não tinha água, então dormi, sem tomar banho mesmo, estava quebrado.

Felipe Gomes

domingo, 20 de setembro de 2009

Atrevessando a Namíbia - Rundu

(Vista no caminho de Rundu)

Olá Amigos.

Após 8 horas de viagem até Rundu, sentado no banco extra da van, aquele que o encosto é só a metade de um normal, chegamos a Rundu.

A viagem foi interessante, foi como um safári pela África, atravessamos diversas cidades e no caminho pudemos apreciar diversas curiosidades. Cidades muito bem organizadas e limpas, estilizadas ao modo alemão, devido à colonização Alemã por aqui que ainda é bem visível em alguns lugares.

Ao mesmo tempo vislumbramos o estilo Africano também, a pura África. Casas de barro, vilarejos e tribos na beira da estrada, pessoas que vivem sem eletricidade, sem água potável e das suas próprias criações e caças, como pude ver as cabras são muito comuns por aqui e vacas e bois, algumas famílias conseguem criar duas cabras ou dois bois, outras já possuem mais, um rebanhozinho às vezes. Na maioria destas pessoas, eles apenas andam descalços, carregam containeres enormes de água até o rio e voltam com eles na cabeça e são mulheres e crianças. Ás vezes até difícil de acreditar nas crianças que possuem esta responsabilidade, tão pequeninas, mas muito novas e já sabem exatamente o que devem fazer.

(Eu e Younghak em Rundu)

O interessante da viagem também, foi que pudemos ver alguns animais pelo caminho, muitos javalis, vimos macacos, 4 girafas, muita cabra e boi e um avestruz enorme. A parte das girafas e do avestruz foi o mais interessante, pois aqui é como a coisa mais normal do mundo, eles estavam na beira da estrada comendo numa boa, foi muito legal ter esta oportunidade, até porque pudemos nos sentir muito mais na África mesmo, sabendo que os animais estão à solta por ai, porque em Windhoek, na capital, realmente não tivemos esta sensação. Fora as histórias de leão e elefantes pela estrada que foram contadas.

Algo que tem me impressionado muito por aqui é a habilidade das pessoas de falar diversas línguas ao mesmo tempo. Na Van da viagem, havia uma senhora que se sentou na nossa frente que falava português, ao mesmo tempo inglês e pude perceber mais duas línguas locais, e o mais engraçado tudo ao mesmo tempo, o motorista falava com ela em uma língua local, a sobrinha dela em português, outras pessoas em inglês, uma loucura só e ela respondia tudo na sua devida língua. Por exemplo, conversando com um motorista de Vans daqui, descobri que em Katima, aonde vou morar existem 9 línguas diferentes e ele, originário de la, contou-me que fala todas. É algo realmente interessante por aqui.
Bom, a chegada a Rundu foi como o planejado, nada organizada...rsrs! Quando chegamos por la fui ligar para o nosso contato que decidiria como seríamos buscados no posto de Gasolina que chamamos de estação...rs.

Porém, tentei usar o cartão telefônico que tinha comprado em Windhoek, mas o orelhão não estava lendo os cartões e só existia aquele orelhão, realmente perdemos um tempão para achar uma solução. Por sorte, na loja de conveniência do posto vendia chips para celular e eu já tinha o aparelho, consegui comprar o chip e já sair ligando numa boa. Ligamos para a responsável e ela pediu a um outro voluntário da área nos buscar de táxi. O táxi por lá tem preço fixo, são 7,50 doláres por pessoa, devido a isto vira tipo lotação, quanto mais quiserem pegar o carro melhor para o motorista.

Bom, fomos para a casa da organização em Rundu, onde o Marco irá morar. A casa é realmente confortável, tem luz, água, chuveiro quente e três quartos, bacaninha. A cidade também pareceu boa, apesar de eu conhecer muito pouco. Tomei um banho e senti o cansaço da viagem, logo o Younghak que foi do meu time na Califórnia chegou em casa, ele já esta por aqui a alguns dias e morará com o Marco. Foi legal revê-lo e já saber como as coisas estão andando no projeto dele, que afinal é o mesmo que o meu. ”Total controle de epidemias”.

O Younghak cozinhou para nós, fazia um bom tempo que não víamos comida de verdade e comemos muito bem. Valeu Younghak! RS

Após isto o que me restou foi escrever um pouco no note e dormir até o outro dia as 7 da matina quando eu sairia para iniciar mais uma jornada de 8 horas até a minha divisão, Katima Mulilo.

E lá se foi o Felipão mais uma vez, cada vez mais adaptado a esta interessante África.

Abração!

Namíbia

(estrada do aeroporto até a cidade de Windhoek)

Namíbia

No dia 16 de setembro de 2009, fui às 10 horas da manhã para o Aeroporto de Johannesburg, andando por La antes do embarque, encontrei o Marco meu amigo que iria pra Namíbia no mesmo vôo, porém, ele tinha feito outra rota para chegar até a África do Sul, que durou um dia a mais que a minha. Voamos juntos e chegamos à Namíbia em um vôo de duas horas direto de Johannesburg, África do Sul. Eram 2 horas da tarde na Namíbia, passamos pela imigração, pois já tinhamos o visto na mão, peguei minhas malas e o Marco as dele e saímos da zona de desembarque, encontrando o motorista que nos levaria para a acomodação em Windhoek, capital da Namíbia. Trocamos uma grana no aeroporto mesmo e fomos direto para a acomodação, atravessando todo o centro da cidade de Windhoek, que se apresentou meio Germânica, meio Britânica e pouco Africana. Mas realmente interessante.
(encontrando o Marcão sem querer no aeroporto de Johannesburg - Africa do Sul)

A hospedagem era muito simples, apenas um quarto com duas camas, banheiro comunitário e sem refeições. A Marcão, após 3 dias sem dormir, caiu no sono e eu resolvi conhecer a cidade a pé.Andei bastante, conheci toda a Avenida principal, Independence Avenue, que possui muitas opções de lojas, alguns shoppings, mas eram 6 da tarde e tudo já estava fechado, eram incrível como não pude entrar no supermercado pelo horário, a minha única opção eram um KFC que estava aberto, decidi comer lá e levar algo pro Marcão na volta, foi o pior atendimento que recebi em toda minha vida, o frango acabou e estava demorando para ser frito mais, as atendentes não estavam nem ai e os clientes reclamando demais, demorei 40 minutos para conseguir 3 pedaços de frango, foi horrível, mas não haviam opções. Esperei!

Voltei andando para a acomodação, já era noite, umas 7:30. Houveram momentos que tive medo, confesso, pois as ruas já estavam vazias e as pessoas que estavam na rua me olhavam muito...mas enfim, cheguei ao hotel numa boa e acabei dormindo um pouco para descansar também. Umas 11 horas acordei e o Marcão acordou também, decidimos ir ao posto de gasolina que eu tinha visto no caminho, comprar algo na conveniência, para comer e tomar, inclusive para o outro dia de manhã.

Chegando ao posto, estávamos escolhendo algo na conveniência e acabamos iniciando um papo com o segurança de La, foi engraçado porque o cara se mijava de rir de piadas infantis que fiz...rsrs. O cara era gente boa, deu umas dicas de língua para nós, dicas sobre a área que ficaremos, pois ele conhecia muito bem. E entres as dicas dele, uma foi para não andar de maneira alguma pela cidade de Windhoek a noite , ou seja, exatamente o que estávamos fazendo...disse-nos que a cidade era perigosíssima e que ninguém, nem eles mesmos andam a noite por lá. Aceitamos a dica, mas tivemos que caminhar pra casa do mesmo jeito...

Ao final ele pediu pra que comprássemos um refrigerante para ele, eles chamam de gasosa...hehe, usamos o velho e já conhecido texto de que somos voluntários e que não podíamos pagar pra ele, demos o troco que recebemos e ele ficou agradecido.Já percebemos que aqui realmente o “tip” (gorjeta) é bem típico para qualquer caso de informação, ajuda involuntária e etc..

Voltamos numa boa até o hotel, comemos umas bolachas e tomamos refri, depois fui dormir. Tinha que levantar às 6 horas do outro dia, para partir as 7 para a estação de ônibus.

Às 7 horas da manhã, fomos acordados pelo motorista que nos levaria, batendo na porta...eu programei o celular para despertar, mas coloquei a hora local errada...my foult!

Levantei correndo e em 15 minutos estávamos dentro da van para ir pegar o ônibus.

Quando chegamos na estação de “ônibus”, surpresa!!! Na verdade eu já sabia como era mais ou menos, pequenas e velhas vans paradas num terreno baldio, esperando lotar para iniciar a viagem e se não lota não sai!

Pagamos, nossas malas foram para um trailer de madeira que estava conectado a Van.

E ai sim, após uma hora de espera, ou mais, ainda estávamos sem horas, partimos para Rundu, ao extremo norte do país, previsão de viagem...8 horas.

Iniciamos nossa travessia Africana pela Namíbia.
...

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Africa do Sul



Hello!

Eu pousei no aeroporto de Johannesburg as 7:21 da manhã. Após uma viagem ótima, como descrevi antes. O aeroporto é o maior da Africa e realmente é imenso, demoramos quase 20 minutos para taxiar e descer do avião. Além de grande é muito bonito e organizado.
Antes de pegar minhas malas, fui diretamente passar na alfândega, onde funcionários um pouco impacientes insistiam em falar a Língua Zulu em frente aos estrangeiros e ao dar instruções aos visitantes, não se conformavam quando alguém não entendia o inglês um pouco sujo e acentuado deles.

Ao passar pela alfândega facilmente e pegar o carimbo Sula Africano, fui recolher minhas malas na esteira, tudo muito fácil e organizado, aliás, rapidíssimo também. Coloquei tudo no carrinho e parti para o caminho de saída, ao arrastar meu carrinho por 1 minuto, fui abordado por um policial que me questionou de onde eu vinha, respondi “Brasil”, ele tinha acabado de barrar um outro cara que aparentava uns 45 anos, bem vestido, porém, eles não estavam se entendendo, pois o cara não falava inglês e o policial me questionou se eu poderia entender a língua do cara. Perguntei para o senhor se ele era Brasileiro e ele disse que sim, para o meu azar...

Naquele momento fui arrastado para um canto do aeroporto com o outro Brasileiro com um título muito nobre, “Tradutor”. Até ai beleza...eu estava limpando a barra do brasileiro até onde pude, pois o cara não entendia o porque ele tinha saído do Brasil para visitar um amigo e queria dados mais concretos, até que entendeu e decidiu varrer todas as malas do cara. Enquanto abria as malas do Brasileiro, ele resolveu me questionar o que eu estava fazendo aqui, respondi que passaria apenas um dia, pois meu destino é a Namíbia. Ele começou a me questionar sobre tudo, queria dados, telefones, documentos, lembrando...neste momento eu já tinha o carimbo Sula Africano...mas, caí de gaiato no navio!

Enfim, após ele tirar tudo de todas as minhas malas, pedir para ligar o notebook, ficar olhando pro remédio contra malária que trouxe, sem querer entender o que era, como se eu fosse um traficante...ele olhou para mim e disse , ok, você pode recolher todas as suas coisas e ir!

Fiquei meio puto, pois pra fechar as malas de novo foi muito triste...

Mas beleza, peguei tudo montei meu carrinho de novo, e andei 70 metros empurrando aquilo, quando ouço alguém gritar, “Hey my frrriend!”, fingi que não era comigo e fui perseguido. Um outro cara pediu para que eu acompanhasse ele também. Quando parei e ele pediu todos os meus documentos e começou a olhar as minhas malas, como quem quisesse abri-las, não me segurei e tive que perguntar, “Are you kiding me?” (você esta brincando comigo?), ele na hora perguntou o porquê da pergunta, eu disse que a menos de 100 metros eu tinha sido parado pela polícia e tive as malas reviradas por completo e agora ele iria fazer o mesmo? Ele foi muito convincente na resposta, apenas disse: “Eles são da Polícia, eu sou da Polícia especial, há diferença!

Calei-me e fiquei olhando para ele, eu não podia fazer nada.

Após toda a checagem de documentos e mil perguntas, fui liberado e pude sair do aeroporto...ufa!!!

Achei o Tanzo, motorista do Hostel, com uma plaquinha escrita “Felipo Gomez”...rsrs.
Ele me levou ao hostel, no caminho já fiz mil e uma perguntas, descobri, que aqui usam Quilômetros, que a moeda local, o Rand, vale 7 vezes menos que o dólar, eles dirigem do lado oposto ao nosso e a língua mais falada é de fato o Zulu, eles usam o tempo todo, inglês é apenas souvenir.

Cheguei ao Hostel e fui muito bem tratado, peguei um quarto bom e descobri que para tudo que quiser fazer devo pagar e não é barato. O hostel fica dentro de um condomínio fechado, que eu compararia com qualquer condomínio do Morumbi em São Paulo, porque as casas são até maiores, é tudo muito lindo e “Rico”.

Resolvi que tomaria um banho e daria uma volta a pé para conhecer o lugar, quando perguntei a recepcionista sobre o que eu poderia conhecer a pé, ela olhou assustada, como se fosse proibido sair a pé e disse, só não fale com estranhos e deu uma risada sarcástica. Não entendi!
Sai do hostel a pé e fui achar algo barato pra comer. No caminho comecei a reparar nas casas, todos que moram aqui são Brancos e loiros, totalmente ingleses. Os jardineiros, pedreiros, porteiros e etc..são os negros. Um negro sentado na calçada em frente a uma grande casa ficou me olhando quando passei, disse olá a ele e ele me respondeu um enorme sorriso e um sinal de ok muito feliz, foi bacana, eu poderia ter passado batido por ele.

Ao sair da portaria do condomínio, também saudei o porteiro que me respondeu da mesma maneira, mas é engraçado, porque os dois falaram comigo em Zulu e não pude responder como gostaria.

Fui a um conjunto de lojas que fica a 20 minutos de caminhada do Hostel. Lá pude comprar um sanduba no mercado, uma coca, trocar um pouco de dinheiro por Rand e verificar algo sobre o chip para o meu celular. O engraçado foi que na loja de celular, fui atendido por um Branco, alto, loiro, totalmente inglês, quando falei em inglês com o cara, ele começou a suar e apresentou um inglês muito ruim, quando ele foi tirar dúvidas com outra atendente, falou com ela em frente a mim em Zulu, foi interessante ver esta cena.

No caminho também vi muitos vendedores de farol, igualzinho em São Paulo, mas muitos mesmo. Eles quando me viram estranharam demais, estava na cara deles, pararam de trabalhar para me encarar, confesso que até fiquei com medo, mas realmente acredito que eu era o único branco a pé naquela região e de bermuda e chinelo...rsrs...pra piorar, turista total...rs.

Voltei ao Hostel e dormi a tarde inteira até as 7 horas da noite, senti o cansaço da viagem que ainda não tinha aparecido.

Agora arrumarei minhas malas de novo e me preparo para partir amanhã cedo para a Namíbia em um vôo de 2 horas até Windhoek.

Escrevi demais já galera...ufa! Mas são tantas emoções...hehe.

Na Namíbia eu realmente não sei quando terei acesso novamente à internet, mas aguardemos!

Abração enorme à todos!

Felipe Gomes

Chegada na Africa!



Hi There!


Em 14/09/2009 embarquei mais ou menos as 6:15 da tarde no aeroporto de Guarulhos, diretamente para África do Sul, aeroporto de Johannesburg.


Começarei confessando que tem sido a melhor viagem de avião que já fiz. Digo tem sido, pois escrevo este relato ainda dentro do Avião. A companhia South African deu de 10 a zero na americana America Airlines até agora, esta é a base de comparação que tenho.


Tive uma noite muito agradável no avião, que não esta cheio, por isto pude me deitar para dormir ocupando duas poltronas. A programação de áudio e vídeo também é muito boa, filmes atuais, séries atuais, boa música, gostei muito.


A parte mais agradável de minha noite, foi quando em momento perdi o sono e deitado nas duas poltronas, pude olhar para fora da janela, como em um camarote, e ver o céu mais estrelado da minha vida, neste momento estávamos a mais ou menos uma hora da costa Africana, mais precisamente a costa Namibiana.

Realmente foi algo fora de sério que me fez inclusive perder o sono e passar a noite ouvindo um bom Blues enquanto olhava para as estrelas do céu africano. Wonderful.


Poderia escrever um livro de poemas naquele momento, confesso que recitei sozinho e em silêncio todos que escreveria, mas infelizmente não estava capaz de documentá-los.


Neste exato momento sobrevôo o céu da Namíbia e acabo de ver o sol nascer pela janela do avião, foi fantástico, as fotos que tirei nunca poderão expressar a sensação que senti ao ver o sol nascendo na África pela primeira vez!


O meu embarque em São Paulo foi corrido e desorganizado, infelizmente o trânsito da cidade mais uma vez colaborou para a correria e o stress. Mas ao final deu tudo certo!

Tive a presença de minha mãe, minha irmã, o Guizinho, minha tia Dalva e meu primo Daniel, que me ajudaram muito neste momento também. Já sinto saudades do que ficou, aliás, mais uma vez, pareceu fácil, mas não foi. Porém aqui estou chegando na África mãe e realizando mais um sonha na minha vida e assim continuarei, até que me dê por satisfeito, se um dia isto acontecer.


Quanto a África, ainda nem pousei no aeroporto, mas já me sinto parte de tudo isto, estou emocionado pelo sentimento que sinto neste momento referente a África, estou encantado com tudo, o atendimento no avião, foi muito mais “Humano” eu diria do que outros que já tive, as línguas locais que pude ouvir no trajeto já me atraíram muito, é tudo muito interessante!!!
África, África, África!!! Estou adorando tudo até aqui!


Um Abraço a todos e logo mando mais notícias, assim que possível!


Abraços.


Felipe Gomes.

domingo, 13 de setembro de 2009

Amor

"Não falo do amor romântico, aquelas paixões meladas de tristeza e sofrimento.
Relações de dependência e submissão, paixões tristes.
Algumas pessoas confundem isso com amor.
Chamam de amor esse querer escravo, e pensam que o amor é alguma coisa que pode ser definida,explicada, entendida, julgada.
Pensam que o amor já estava pronto, formatado, inteiro, antes de ser experimentado.
Mas é exatamente o oposto, para mim,que o amor manifesta.
A virtude do amor é sua capacidade potencial de ser construído, inventado e modificado.
O amor está em movimento eterno, em velocidade infinita.
O amor é um móbile.
Como fotografá-lo?
Como percebê-lo?
Como se deixar sê-lo?
E como impedir que a imagem sedentária e cansada do amor não nos domine?
Minha resposta?
O amor é o desconhecido.
Mesmo depois de uma vida inteira de amores, o amor será sempre o desconhecido,a força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos dá uma nova visão.
A imagem que eu tenho do amor é a de um ser em mutação.
O amor quer ser interferido, quer ser violado, quer ser transformado a cada instante.
A vida do amor depende dessa interferência.
A morte do amor é quando, diante do seu labirinto, decidimos caminhar pela estrada reta.
Ele nos oferece seus oceanos de mares revoltos e profundos, e nós preferimos o leito de um rio, com início, meio e fim.
Não, não podemos subestimar o amor não podemos castrá-lo.
O amor não é orgânico.
Não é meu coração que sente o amor.
É a minha alma que o saboreia.
Não é no meu sangue que ele ferve.
O amor faz sua fogueira dionisíaca no meu espírito.
Sua força se mistura com a minha e nossas pequenas fagulhas ecoam pelo céu como se fossem novas estrelas recém-nascidas.
O amor brilha.
Como uma aurora colorida e misteriosa, como um crepúsculo inundado de beleza e despedida, o amor grita seu silêncio e nos dá sua música.
Nós dançamos sua felicidade em delírio porque somos o alimento preferido do amor, se estivermos também a devorá-lo.
O amor, eu não conheço.
E é exatamente por isso que o desejo e me jogo do seu abismo, me aventurando ao seu encontro.
A vida só existe quando o amor a navega.
Morrer de amor é a substância de que a Vida é feita.
Ou melhor, só se Vive no amor.
E a língua do amor é a língua que eu falo e escuto."

(Paulinho Moska - Do Amor)

sábado, 12 de setembro de 2009

São Paulo - Brasil

(Foto - Felipe Gomes - 09/11/2009 - Avenida Paulista)

Desde do dia 09 de agosto de 2009, estou no Brasil.

Após nove meses nos USA, vivendo uma vida totalmente inversa a realidade paulistana que hoje não compreendo mais, volto e passo sem perceber a viver sobre um comparativo terrível que me entristece quando penso que a minha cidade natal ja não é suficiente às minhas necessidades.


A minha primeira semana em São Paulo foi ótima, revi muitas pessoas importantes, minha família, ótimos amigos, mas já na primeira semana senti também uma nostalgia por deixar de viver tudo que era tão intenso nos USA para mim e isto com certeza me abateu de certa maneira.


Até que pude rever pessoas que lá estiveram comigo e falar sobre tudo que me fazia falta naquele momento, sobre algo que a propósito tinhamos em comum. Fiz bons amigos por lá.


Sai as ruas aos poucos quando a preguiça provida de certa estranheza me libertou ou por pura necessidade.


Reparava como as coisas ainda eram iguais e nas pequenas diferenças não pude encontrar nada de positivo, algumas coisas mudaram, para pior, infelizmente.


A vida está dura por aqui, fico feliz de ver que amigos meus estão trabalhando e se virando bem, crescendo aos poucos e sobrevivendo, mas não consigo ver a minha vida inclusa nesta loucura pesada e acelerada chamada São Paulo.


Para mim, a nossa tão querida São Paulo, continua maravilhosa e linda, pois sou apaixonado por ela, mas infelizmente esta é uma visão romântica que tenho, a verdade é que a linda São Paulo esta doente! E por ação do homem que esta cada vez mais correndo atrás de algo que ninguém sabe dizer exatamente o que é.


Aproveitei o que pude até aqui, comi em lugares de que sentia falta, via a noite cair em plena Avenida Paulista, passei horas de madrugada tomando café em algum lugar agradável com bons amigos, assim como antes, fui ao centro velho, assisti ao um concerto de piano gratuito na praça da Biblioteca Mario de Andrade, vi grupos de Choro tocarem na praça Benedito Calixto, caminhei de la ao centro novamente para ver como esta a paisagem no caminho, comi a melhor pizza do mundo a Paulista, assisti palestras sobre poesia, filosofia, história, música e vi um jogo da seleção com meu pai, fui ao outro lado da cidade de madrugada para acompanhar amigos amáveis em um belo lanche, ri em frente ao prédio da gazeta na Paulista, ouvi e contei histórias, novidades, fui ao estúdio reencontrar amigos musicos, toquei, ouvi, curti, dirigi muito, sempre em busca de diversão, li belos livros, li poemas dentro da Casa das Rosas na Paulista também, vi uma estátua linda de São Jorge dentro do conjunto nacional, onde também apreciei uma estátua de um cigarro enorme feito com bitucas de outros cigarros, enfim vivi o que minha São Paulo pode porporcionar de bom também e agora parto!


Parto para outro mundo distinto, vou a Africa!

Finalmente minha vida continua, neste momento me sinto como que congelado e não vejo resultados em tudo que vim planejando durante todos os últimos meses, preciso partir, preciso voltar a ativa!


E encontrarei coisas que nunca encontrei anteriormente, me depararei com situções ainda inimagináveis, mas que me sinto pronto para encarar. E necessito encarar!


O que será da vida pós Africa? Só poderei responder daqui a 6 meses. Quando novamente mudar a minha realidade.


Vamos indo, que o futuro me reserva muito ainda......


Feliz por partir!


Felipe.


terça-feira, 1 de setembro de 2009

Vida!

(Miró)

Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis se esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas que eu nunca pensei que iriam me decepcionar, mas também

Já decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger,

Já dei risada quando não podia, fiz amigos eternos, e amigos que eu nunca mais vi.

Amei e fui amado, mas também

Já fui rejeitado, fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,

já vivi de amor e fiz juras eternas, e quebrei a cara muitas vezes!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,

Já liguei só para escutar uma voz,me apaixonei por um sorriso,

Já pensei que fosse morrer de tanta saudade e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).

Mas vivi!

E ainda vivo!

Não passo pela vida.

E você também não deveria passar!

Viva!!

Bom mesmo é ir à luta com determinação,

Abraçar a vida com paixão, perder com classe, vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve.
A vida é "muito" para ser insignificante."


(Charles Chaplin)

Finalmente, chego ao Brasil!

(Guarulhos Airport - Mamãe)

Olá à todos!!!

Em 9 de agosto eu cheguei ao Brasil.

Eu vou passar 2 ou 3 semanas com minha família e amigos antes de eu ir para a África!

Tive uma sensação nova, quando vi as pessoas que eu amo tanto e que eu não podia ver nos últimos 9 meses. Foi uma experiência agradável, os meus sentimentos quase explodiram quando vi minha mãe, minha irmã, meu pai e meus melhores amigos e o mais importante, finalmente, consegui conhecer o meu sobrinho pequeno e tão bonito que nasceu em abril, Guilherme.

Agora, eu estou aqui em São Paulo a maior cidade do Brasil. Apreciando o que posso com os meus amigos e familiares, mas sentindo algo diferente, talvez eu sinto que tenho que ir o mais rápido possível para a Africa, porque eu sei, a minha missão apenas acabou de começar.

Vamos ver o que acontece!

Abraços à todos.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Finally, I got in Brazil!

(Guarulhos Airport - Mamãe)

Hi there!

On August 9th I got in Brazil to spend 2 or 3 weeks with my family and friends before I go to Africa!

I had a new sensation when I saw the people who I love so much and who I couldn't see in the last 9 months. Was a nice experience, my feelings almost get exploded when I saw my mother, my sister, my father, and my best friends and the most important, finally I got know my little and so cute nephew who was born in April.


Now, I'm here in São Paulo the bigger city of Brazil. Enjoying what I can with my friends and family, but feeling something diferent, maybe I feel like I have to go as soon is possible, because I know, my mission just started.

Let's see what happen!


Hugs.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

(Gustav Klimt - O Beijo)


Cada vez mais me vicio e necessito das suas

Palavras, esclarecimentos e confusões

Me entrego as suas reflexões,

Como que me entregasse à você



E embarco na mesma viagem

Para enxergar a mágia do mundo

Que seus olhos veem

Assim, me debruço na sua janela

E aprendo muito mais sobre o mundo que vejo a partir da sua visão



Te esclareço, aprendo, devaneio

Declaro, sou declarado, te adoro

Enquanto é cedo, espero os dias clarearem

E leio as suas palavras, e vou e volto



Numa visão diferente

Admiro o admirável e enquanto for

Tu és viva e presente em mim

Como Nunca, tão influente e viciante.



(Felipe Gomes)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Intensidade!



Nada pode ser definido eu
Pois neste momento é o que sou
Quando me exponho a luz em frente a voce
Em sua mente eu

O canto que me guardo
Ja nao é quente nem acolhedor
O canto que me guardo
Ja nao me guarda

Ao meu redor tenho mil
Mas enxergo apenas um
Que é quem me sacode
E me traz a tona apos o extremo fundo

Uma sereia que age como uma prece
E voa dentro do mar de sentimentos
Ao mesmo tempo que me faz lembrar
Quem eu realmente sou

Navego, e de nada sou tudo
Novamente sou algo definido
Sou parte da ignorancia
Ao mesmo tempo da intelectualidade

A princesa das flores
Cai como pó de carvão sobre os olhos
E queima o coração
Como um café fresco derramado

Pobre daqueles que acreditam
Cruel aqueles que exitam
Hipócritas aqueles que inversam
E tristes aqueles que veem

A alma maltratada
A auto flagelação
Tornando-se alimária
Ama-se com parcimonia

E busca-se a intensidade
Complemento importante
Criadora e incentivadora
Desta inspiração.

(Felipe Gomes)

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Descansando!

As pessoas na foto sao: Eu, Kwangwon e Laura minha professora, so doidoes!! rs

Ola Amigos!

Nos ultimos dias eu estava em Etna, aonde fica a minha escola. Estava muito chato la, porque nao tinha nada pra fazer durante todo o dia, e a escola estava vazia. O que pude fazer foi andar de bicicleta ao redor da cidade e ir a um rio que encontrei na saida da cidade de Etna. Foi interessante, pois estava um calor absurdo e pude aproveitar pra nadar um pouco.

No domingo eu viajei de Etna ate aqui, na Bay Area, ao redor de San Francisco. Eu cheguei aqui por volta das 8 da noite e fiz uma viagem direta sem paradas pela primeira vez da escola pra ca, devo ter quebrado o record de tempo ate aqui...rsrs.

Bom, o plano do meu time e comecar as arrecadacoes no dia 1 de julho, ate la ficaremos aqui em SF, apenas planejando, para que possamos finalizar o nosso amonte o mais rapido possivel.

Um fator interessante no meu domingo foi encontrar o meu amigo Rodrigo que acaba de voltar do Equador, onde ele estava desenvolvendo um projeto voluntario pela organizacao ha 4 meses. Agora ele tem mais 2 meses aqui na escola para finalizar o projeto dele e passar experiencias. A melhor parte de encontrar o Rodrigo e poder saber exatamente o que ele viveu e quais sao as impressoes quanto a eficacia do projeto. Assim que nos encontramos ja conversamos muito sobre tudo!

Mas a vida nao e apenas trabalho!!! Eu, Marco e Rodrigo, decidimos dar uma volta em San Francisco e ver o que estava acontecendo pela cidade. Fomos em frente de alguns bares que conheco procurando por algum som bom para ouvir, mas ja era tarde e estava quase tudo fechando. Mesmo assim valeu por andar um pouco pela cidade e poder conversar durante todo o caminho. Conversamos sobre tudo. Foram bons momentos!

Hoje, segunda, nao fiz nada e nao tenho nada pra fazer, ate por isto consegui atualizar o meu blog...hahaha!

Eu gostaria de agradecer as pessoas que leram a minha ultima postagem, muito obrigado pela atencao!!! Voces sao demais!!!

Um grande abraco!


Felipe.

Taking a rest!

In the picture are: Me, Kwangwo and Laura (my teacher), Crazy people!
Hi Fellas!


In the last days I’ve been in Etna, where is the school. There was boring days because I didn’t have anything to do. I rode a bicycle around the city, to one river close from there, but just this!
On Sunday, I traveled from Etna for here, in Bay Area around of San Francisco. I got here about 8 o’clock pm. was my first time driving directly without stops from the school. Due this maybe I broke a record of time also…kkkk.


The plan of my team is beginning the fund raising again on July 1, until there we have just keep planning how to get our goal as soon as possible.


An interesting factor in my day yesterday was meet Rodrigo!


Rodrigo is a friend of mine who was developing a volunteer project in Ecuador for 4 months and he came back from there yesterday at morning. He is finishing his project already. He has 2 months more here at school.The best part for meet him is to get know more about the organization and to see how efficacy was the project.We could talk a lot about everything.


But the life here is not just work…..kkk! Me, Marco and Rodrigo went to San Francisco to see what was happening there, we went in front of some clubs that I know here to try find some good song to listen, but was too late and everywhere was almost closed. But was so nice to take a walk in the city and talk so much about everything. Good times!


Today, Monday I didn’t do anything again, just waiting the time to begin work! Due this I could write and posted in my blog..kkk!


I’d like thank for the people who read the last posting! Thank you everyone! You’re nice!
Big hugs!!!


Felipe.

sábado, 20 de junho de 2009

Tempo para conhecimento!!!



Ola!

Hoje, voltarei a falar sobre os ultimos acontecimentos! Finalmente! hahaha

Primeiro, eu gostaria pedir desculpas sobre o longo tempo que eu não faço qualquer postagem. Me desculpem, eu não tive tempo suficiente para escrever.

Ok, Como anda a minha vida em U.S?

Minha última arrecadacao foi na Bay Area, em torno de San Francisco. Foi otimo e eu quero agradecer a minha equipe pelo maravilhoso trabalho que fizemos. Agora, restam 8 mil dólares para obter o nosso objetivo, o que é muito bom, porque nós acreditamos que podemos conseguir rapidamente e, finalmente, concluir a nossa arrecadacao, será maravilhoso!

Após a ultima arrecadacao voltamos para a escola em Etna para estudar e ter especialização durante todo o período de junho. Temos muitas tarefas a cumprir. É bom porque as tarefas com certeza vao nos ajudar a desenvolver o nosso próprio conhecimento e acrescentar informações importantes que podem ser úteis na África ou onde quer que nós podemos ir depois!

Também, eu tenho feito algumas ações com a minha equipe na escola como acampar, construir coisas como um galinheiro para a criação de aves, jardins, alguns projetos científicos, coisas que eu talvez possa utilizar na África por exemplo.
Tenho que dizer, são muitas coisas interessantes para conhecer sobre sobrevivencia. Projetos com energia natural, filtros artesanais, fogão artesanal, muitas coisas!

Agora estou me sentindo muito próximo da África, e eu desejo ser capaz de tentar mudar alguma coisa e colocar alguns sorrisos em alguns rostos, meu desejo é maior há cada dia.
Meus sentimentos estão voando dentro de meu corpo e mente querendo sair e trabalhar. Estou contando as horas!

Agora eu sei o que é sentir algo realmente bom e o que é realmente ajudar as pessoas. Imagine quando eu chegar lá! Uhuuu!

Bom, neste momento eu estou estudando sobre o HIV / AIDS, a malária, sobre a África (principalmente Namíbia), a cultura e com certeza o meu projeto! Nós estamos fazendo muitas apresentações e ensinando-nos uns aos outros sobre todos os temas importantes. Estamos fazendo muito bem.

Bom pessoal, por enquanto é isso! Vou começar tentar manter meu blog atualizado, eu prometo! rs

Muito obrigado pela atenção!

E desculpem o portugues, pq na verdade escrevi primeiro em ingles e traduzi, trampo de vagabundo mesmo...hahaha!

Abracao!

Answering some requests from friends from another countries I will start write in English as well!

Hi There!

Today I'd like talk about what is happening in the last times.

First, I'd like apologize about the long time that I don't make any poster. I'm so sorry, I didn't have enough time to write.

Ok, How is doing my life in U.S?

My last fund raising time was in Bay Area, around San Francisco. Was nice and I wanna thank my team for the wonderful work that we did. Now, left 8 hundred dollars to get our goal, what's very good because we believe we can raise quickly and finally finish our fund raising, will be nice.

After fund raising we came back to school in Etna to study and have specialization during the whole June. we have many tasks to fulfill. It's good 'cause the tasks will help us for sure to develop our own knowledge and add important information that can be useful in Africa or wherever we can go after!

Also, I've done some actions with my team in the school as to camp, to build things up like a poultry to create Chicken, gardens, some science projects, so things that I maybe can use in Africa for example. I have to say, are many interesting things to know about survive. Projects with natural energy, craft filters, craft stove, things a lot!

Now I'm feeling too close from Africa, and I desire to be able to try change something and put some smiles in some faces it is bigger there are each day .
My feelings are flying inside my body and mind wanting get out and work. I'm counting the hours!

Now I know what is feel something really good and what is really help people. Imagine when I get there! Uhuuu!

So, at this moment I'm studying about HIV/AIDS, Malaria, Africa (mainly Namibia), culture e for sure my project! We are making many presentations each other and teaching ourselves about every important topics. We are doing well.

Well people, for while is this! I will start try to keep my blog refreshed I promise! rs

Thank you so much for your attention!

Felipe Gomes.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

O sabor das palavras!

Se paro e penso me deparo com o inexplicavel
Se continuo e faco, me deparo com uma pratica inexplicavel
Se falo o que penso, parecem palavras inimaginaveis
Se penso e falo, as palavras se tornam corretas ao extremo
Nao sei se apenas penso, pois ai nao parecera nada
Nao sei se apenas falo, mas ai podera aparecer tudo
Quantas maneiras, quantas questoes, quantos pensamentos
O verbo pensar nao se enquadra em nada quanto ao expressar
A natureza adquire expressao, mas a frieza sugere o pensar
Devagar, aos poucos, aprendo a tratar
Quando sinto expresso, quando penso falo
Ou sera que tenho expressado e depois sentido ?
Ou falado e depois refletido?
Sera que magoo sem querer magoar?
Sera que sugiro o que nunca pensei expressar?
Posso pensar mil vezes antes de falar
Mas as minhas palavras ainda podem machucar
O erro e conveniente para a parte que se ofende
Mas o erro se torna omisso para a parte que se expressa
A furia, o grande furia
Sentimentos em colapso
Palavras em desaranjo
Maldizeres descobertos de qualquer amenizante
Falhas, buracos, e espacos em vazio
De tudo que ouco, reflito
Sera que de tudo que falo, refletem?
Sera que e o reflexo das minhas expressoes,
Tudo que ouco?
Ou sera reflexo apenas das minhas palavras?
Posso ter expressado mal, pois nao penso quando expresso
Mas sim, penso quando falo….isto e muito complicado
Pois acabei de pensar sobre o que falei anteriormente
Entao falo sobre o que penso na verdade
O vida que me traz tantos questionamentos
Por favor, faca com que nunca sejam respondidos
E me mantenha apenas podendo continuar os meus pensamentos e expressoes naturalmente, Pois
Expresso porque preciso!